"NÃO HÁ DEMOCRACIA ONDE O VOTO É OBRIGATÓRIO"

Se ainda não é, seja nosso novo seguidor

Amigos SP

5 de setembro de 2017

SENADO COMEÇA A ANALISAR MP QUE CRIA NOVA TAXA PARA EMPRÉSTIMOS DO BNDES




Apesar de curta, a semana no Congresso Nacional deve ser marcada pela apreciação de pautas econômicas relevantes para o governo do presidente Michel Temer. A partir das 14h desta terça (5), o Senado começará a analisar a Medida Provisória 777, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) como nova referência para os empréstimos concedidos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

A MP precisa ser discutida e votada pelos parlamentares sob risco de perder seus efeitos no dia 7 de setembro, quando expira o prazo de validade da medida.

Na mesma sessão, os senadores devem votar também a indicação de Maurício de Moura para a diretoria de Administração do Banco Central e Paulo Sérgio de Souza, para a diretoria de Fiscalização do BC.

Ainda para esta terça-feira está marcada uma sessão conjunta do Congresso Nacional, às 19h, que deve concluir a votação do projeto de lei que muda a meta fiscal de 2017 e 2018.

A mudança da meta já foi aprovada na semana passada, mas o Congresso Nacional não concluiu a votação do projeto que elevou para R$ 159 bilhões o déficit fiscal de 2017 e 2018.

Deputados e senadores precisam analisar os dois destaques restantes. A orientação do líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), é para que os itens sejam rejeitados, como foram os três primeiros destaques.

Com a aprovação, o projeto poderá ser sancionado para que a equipe econômica envie as alterações ao Orçamento Geral da União de 2018, que foi entregue ao Congresso na semana passada ainda com a meta de déficit primário de R$ 129 bilhões. (AE)

Terça-feira 05 de setembro, 2017 ás 09hs45

2 de setembro de 2017

WILSON DE PAULA É EFETIVADO COMO SECRETÁRIO DE FAZENDA DO DF




Wilson José de Paula foi efetivado como secretário de Fazenda do Distrito Federal. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do DF, nesta quinta (31).

De Paula ocupava a pasta desde junho deste ano como secretário interino, depois do pedido de exoneração do então titular da Secretaria, João Antônio Fleury.

O novo secretário é auditor-fiscal da Receita do Distrito Federal desde 1995. Ele atuou como secretário-adjunto de Fazenda entre 2016 e junho de 2017. De Paula também atuou na pasta como subsecretário da Receita, em 2013.

Segundo o GDF, a escolha do governador Rodrigo Rollemberg para a pasta é baseada no comprometimento de Wilson de Paula com a política fiscal.

Sábado 02 de setembro, 2017 ás 00hs05

31 de agosto de 2017

DEPOIS DE AMPUTAR DOIS DEDOS, RORIZ VOLTA AO HOSPITAL



Quatro dias após amputar dois dedos, o ex-governador Joaquim Roriz voltou a ser hospitalizado. O político foi levado novamente ao Hospital do Coração do Brasil, na Asa Sul. A equipe médica avalia a necessidade de aumentar a amputação por conta do agravamento do diabetes. A família ainda não comentou o retorno a unidade médica. Aos 81 anos, Roriz retirou dois dedos do pé no último sábado (26/8).

A equipe médica que acompanha o político optou pela amputação dos dedos para evitar o comprometimento da circulação, o que poderia levar a necrose dos membros. Em junho passado, o político passou por um procedimento para melhorar circulação com o aumento da quantidade de oxigênio transportado pelo sangue. O quadro clínico chegou a melhorar com a implantação de um stent, para desobstruir as artérias.

Doente renal crônico há mais de uma década, Roriz tem que se submeter a sessões diárias de hemodiálise para filtrar o sangue. Em 2015, Roriz passou mal em casa. Os médicos diagnosticaram uma isquemia cardíaca, o que levou à necessidade de um cateterismo. Além disso, cinco anos atrás teve de implantar três pontes de safena. Roriz tem dificuldade para caminhar. Em distâncias maiores, precisa usar cadeira de rodas. Em 2014, chegou a entrar na fila para o transplante de rim, mas não pode ser submetido ao procedimento porque não tinha condições de realizar o procedimento com sucesso.

Trajetória política

Ainda na década de 1970, Roriz iniciou a carreira política como vereador de Luziânia, distante 60km de Brasília, e depois como deputado estadual por Goiás. Em 1986, venceu a eleição para o cargo de vice-governador de Goiás. Seu primeiro mandato para governar o Distrito Federal veio pelas mãos do ex-presidente da República José Sarney em 1988 — à época, a capital não elegia seus gestores, o que ocorreu com a promulgação da Constituição Federal em outubro do mesmo ano.

Roriz integrou o ministério do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1990. O goiano foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária por 14 dias. Renunciou ao cargo para concorrer ao Palácio do Buriti. Ganhou a eleição e chefiou o Executivo local entre 1991 e 1995. Ficou conhecido pela política habitacional de distribuição de lotes em áreas públicas, criando cidades como Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, entre outras.



O terceiro mandato de Roriz começou em 1999 e durou até março de 2006, quando renunciou em favor de sua vice, Maria de Lourdes Abadia para lançar-se candidato ao Senado. Sua sucessora disputou a reeleição para permanecer no cargo até 2010, mas foi derrotada no primeiro turno por José Roberto Arruda. Roriz renunciou ao cargo julho do mesmo ano, após se envolver no escândalo de desvios de dinheiro BRB, escapando do processo de cassação do mandato que poderia deixar 8 anos inelegível.



Quebra de decoro

Em abril de 2010, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal acatou a denúncia o Ministério Público Federal em que Roriz é acusado de desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em quatro de agosto de 2010, o Tribunal Regional Eleitoral do DF negou por quatro votos a dois a candidatura de Roriz ao Executivo local. Três anos antes, Roriz renunciou o mandato de senador para escapar da cassação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado.

Otávio Augusto

Quinta-feira 31 de agosto, 2017 ás 00hs05