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2 de novembro de 2017

MARIA DE LOURDES TOMA POSSE NA SECRETARIA DE PROJETOS ESTRATÉGICOS


O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, deu posse à Maria de Lourdes Abadia, na manhã desta quarta-feira (1). Ela assume a Secretaria de Projetos Estratégicos. Também assumiu o cargo o adjunto Sebastião Melchior Pinheiro. A solenidade aconteceu no Salão Branco do Palácio do Buriti,

Segundo o GDF, compete a Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos (Sepe) articular ações coordenadas dos órgãos governamentais e supervisionar alguns dos principais projetos do governo de Brasília, como a urbanização do Sol Nascente, em Ceilândia, e do Setor Habitacional Buritizinho, em Sobradinho II, a desobstrução da orla do Lago Paranoá e a desativação do lixão da Estrutural.

Quinta-feira, 2 de novembro, 2017 ás 12hs15

1 de novembro de 2017

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA APONTA MAU USO POR ESTADOS DE RECURSOS PARA PRESÍDIOS

Levantamento do Ministério da Justiça mostra que os Estados não aplicaram como deveriam os recursos enviados pelo governo federal, no fim de dezembro de 2016, para construção e reforma de presídios, além da compra de equipamentos. Além disso, a União não tem controle sobre o que foi feito com o dinheiro, uma vez que muitos governadores não prestaram informações.

“Nenhum Estado fez o projeto completo elaborado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen)”, afirmou o ministro da Justiça, Torquato Jardim. O governo repassou R$ 1,2 bilhão aos Estados e ao Distrito Federal, no fim do ano passado. Na repartição da verba, cada um ficou com R$ 44,7 milhões. Apenas o Ceará ainda aguarda o cumprimento de exigências para o recebimento. A transferência de valores para a Bahia chegou apenas neste mês por questões legais.

O dinheiro vem do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), que é sustentado por arrecadação de impostos. O problema é que os Estados, até agora, não cumpriram sua parte para resolver a crise de segurança pública. “Houve também aqueles que fizeram aplicação diferente do que havia sido previsto”, disse Torquato.

Ao participar, na última sexta (27), do Encontro de Governadores pela Segurança e Controle das Fronteiras e do Narcotráfico, em Rio Branco, o ministro expôs as dificuldades com todas as letras. Disse que seis Estados não apresentaram projeto arquitetônico para construção dos presídios, mas usaram o dinheiro. Outros oito não tinham nem projeto nem gasto e cinco mostraram projeto parcial, mas teve despesas. Ainda há outras situações: uma proposta não foi aprovada, um Estado exibiu gasto em atividade diversa da previsão legal e outros dois não apresentaram projeto, gasto nem conta específica.

“Este resumo constrange, por certo, mas está documentado”, insistiu Torquato. De acordo com o relatório do Ministério da Justiça, prestações de contas que deixam a desejar foram encontradas em Estados como o Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Roraima, entre outros.

Após enfrentar uma série de rebeliões, o Rio Grande do Norte prevê a construção de dois presídios (Afonso Bezerra e Alcaçuz), que abririam 1.368 vagas. O primeiro projeto está “em fase de contratação”, mas o plano arquitetônico não foi aprovado pelo Depen. “De 2008 para cá, o Brasil deveria ter construído 42 mil vagas nos presídios, mas até agora foram apenas 1,2 mil”, lamentou Torquato Jardim.

Na lista das ações de segurança propostas pelo governo consta, ainda, a construção de cinco penitenciárias federais. Até agora, porém, apenas o município de Charqueadas, no Rio Grande do Sul, aceitou a oferta

Projetos. A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania do Rio Grande do Norte, responsável pela administração das unidades prisionais, informou, em nota, não ter recebido “qualquer tipo de comunicado oficial do Ministério da Justiça” com relação às críticas feitas por Torquato. A pasta também assegurou não ter obtido resposta oficial do Depen quanto à execução dos projetos de presídios no Estado.

Em Roraima, a Secretaria da Justiça destacou que o novo presídio a ser construído no Estado – com recursos do Fundo Penitenciário, administrados pelo ministério – tem o projeto-base de edificação elaborado e doado pelo Depen, dispensando a análise da pasta. O governo do Rio Grande do Sul não comentou o assunto. 
(AE)

Quarta-feira, 1º de novembro, 2017 ás 10hs50

31 de outubro de 2017

TSE, MINISTÉRIO DA DEFESA E ABIN TRAÇAM AÇÕES CONTRA 'FAKE NEWS




O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prepara uma força-tarefa para combater a disseminação de “fake news” nas disputas do próximo ano. A proliferação de notícias falsas e a atuação de robôs na internet também estão em discussão no Exército, na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e na Polícia Federal. O objetivo é evitar o impacto negativo de mentiras nas eleições, a exemplo do que ocorreu nas campanhas americanas e francesas, de Hillary Clinton e Emmanuel Macron.

O tema é visto com preocupação por integrantes do governo e TSE. Funcionários do tribunal já se reuniram com representantes do Google e Facebook para elaborar estratégias.

O Ministério da Defesa vai auxiliar a corte no combate aos crimes eleitorais cometidos por organizações e também relativos ao ciberespaço. “É da maior importância essa questão dos crimes cibernéticos relativos a eleição e resultados eleitorais”, afirmou o ministro Raul Jungmann.

“Nosso papel, por meio do Centro de Defesa Cibernética do Exército, com o apoio da PF, da Abin e de outros órgãos, é apoiar o TSE, porque o tribunal não tem pessoal para cuidar de tudo isso”, disse Jungmann.

Embora em menor escala, em 2014 a corrida eleitoral já havia sido influenciada pelas notícias falsas. Boatos sobre o fim do programa Bolsa Família atingiram a então presidente Dilma Rousseff, levando centenas de beneficiários a agências da Caixa Econômica Federal. Na época, a PF concluiu que o boato “foi espontâneo”, “não havendo como afirmar que apenas uma pessoa ou um grupo os tenha causado”.

De lá para cá, o uso de redes sociais e aplicativos se intensificou no País, o que potencializa o surgimento de novos casos, na avaliação de integrantes do TSE ouvidos pela reportagem. Para um ministro, a corte está “navegando em um mar sem bússola” na tentativa de encontrar instrumentos para frear a disseminação das fake news.

A reforma política aprovada pelo Congresso Nacional impôs ao TSE a missão de regulamentar uma série de questões relacionadas à propaganda eleitoral, como a veiculação de conteúdos eleitorais na internet e o uso de ferramentas digitais. A legislação permite que, a pedido do candidato, partido ou coligação, a Justiça Eleitoral determine a suspensão do acesso a conteúdos que violem disposições legais. Também barra a veiculação de conteúdos de cunho eleitoral por perfis falsos.

“A linha entre o combate às ‘fake news’ e um eventual cerceamento da liberdade de expressão é muito tênue. Há notícias dadas que são obviamente falsas e outras que estão numa área cinzenta. Por isso que acredito muito mais no trabalho da sociedade para combater essas fake news, em parceira com a imprensa. A gente combate essa guerra de informação com mais informação e não só com leis”, disse Pablo Cerdeira, coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio.

GOOGLE E FACEBOOK

Em reunião na quinta-feira passada, 26, técnicos do TSE ouviram de representantes do Google e Facebook o compromisso de cumprir decisões judiciais contra conteúdos ofensivos. As duas empresas também ficaram de apresentar um sistema que permita que as propagandas na internet informem os responsáveis pela contratação do serviço e o valor pago. Procurado, o Google informou que não se manifestaria. O Facebook não respondeu até a publicação desta reportagem.

Até o fim de novembro, o TSE deverá divulgar um texto-base com as propostas. A corte pretende realizar audiências públicas, antes de concluir a redação final da resolução, que será fechada até março. O vice-presidente do TSE, ministro Luiz Fux, coordena os trabalhos. (AE)

Terça-feira, 31 de outubro, 2017 ás 16hs30