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19 de janeiro de 2017

AUTORIDADES DOS TRÊS PODERES LAMENTAM A MORTE DO MINISTRO TEORI ZAVASCKI




A morte do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, num acidente aéreo na tarde desta quinta-feira (19), chocou e entristeceu diversas atuoridades, de todos os cantos da República. Veja abaixo as manifestações sobre a morte do ministro do STF.

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Rodrigo Maia (DEM-RJ), Presidente da Câmara dos Deputados - "Sob grande impacto e consternação recebi a informação da morte do ministro Teori Zavascky. O ministro engrandeceu o Supremo Tribunal Federal com uma postura firme, discreta e justa. Neste momento, em nome da Câmara dos Deputados, dirijo meus pensamentos e orações aos familiares e aos milhares de brasileiros que compartilham o sentimento de grande tristeza."

Deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) - O líder do Democratas na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), lamenta profundamente o falecimento do Ministro Teori Albino Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, na tarde desta quinta-feira (19) e presta sua solidariedade aos familiares e amigos neste difícil momento.

SENADO FEDERAL

Senador Aécio Neves (PSDB-MG) - Estou profundamente impactado com a tragédia que envolveu o ministro Teori e outros passageiros do mesmo voo. O Brasil tem uma grande dívida de reconhecimento e gratidão com o ministro pela forma equilibrada e responsável com que ele conduziu um dos momentos mais difíceis da história do país. Ele honrou a cadeira que ocupou na nossa mais alta Corte. Os meus profundos sentimentos às famílias de todas as vítimas.

Senador Agripino Maia (DEM-RN) - A Nação consternada lamenta a tragedia que vitimou o ministro Teori Zavascki. A Suprema Corte perde uma referencia que o Brasil vê como modelo de equilíbrio e saber jurídico. À família enlutada ,meus mais sentidos votos de pesar.
 
Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) - "É com profundo pesar que recebo a notícia desse terrível acidente com o ministro Teori Zavascki. É preciso respeitar a dor dos familiares e amigos das vítimas. Minhas orações e que Deus conforte a todos. Teori foi um grande homem público que ganhou o respeito de toda a sociedade brasileira pela maneira austera, competente e equilibrada com a qual pautou as suas decisões, mesmo nas situações mais delicadas desse país. É uma grande perda".

Senador Paulo Bauer - É com profundo pesar que recebo a notícia do trágico falecimento do ministro Teori Zavaski. Teori fazia um trabalho de excelência no Supremo Tribunal Federal e na relatoria dos processos da Operação Lava Jato. Que a sua atuação idônea e o seu trabalho sério contra a corrupção, sirvam de exemplos para o país. Para que possamos ter um combate sério à corrupção. O Brasil perde um grande homem público. Deixo meus sentimentos à família e o desejo de que Deus os conforte nesse momento de tristeza e pesar.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

O ministro Marco Aurélio Mello se disse chocado. "Sinto muito a morte do colega e, acima de tudo, do amigo". Mello definiu o colega como reservado e completamente dedicado ao ofício. "Era um homem que se relacionava com todos de uma forma muito positiva. Foi uma surpresa para todos, uma perda muito grande", afirmou.

MINISTÉRIO PÚBLICO

Rodrigo Janot, PGR - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, lamenta o falecimento do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki nesta quinta-feira, 19 de janeiro. Segundo Rodrigo Janot, Zavascki honrou o papel de magistrado, ao atuar de forma ética, isenta, discreta e extremamente técnica durante toda sua carreira. Na relatoria da Operação Lava Jato no STF, o ministro não hesitou em adotar medidas inéditas para a Suprema Corte, a pedido do Ministério Público Federal. "É inegável e inquestionável a grande contribuição que o ministro Teori Zavascki deu ao Estado Democrático de Direito Brasileiro a partir de sua atuação como magistrado", lamentou Janot.

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO DIVULGA NOVAS MUDANÇAS PARA O ENEM




O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deixará de ser instrumento de certificação para maiores de 18 anos, passando a ser exclusivo para acesso à educação superior. Essa atribuição será do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que hoje é direcionado a estudantes do ensino fundamental em idade irregular (a partir de 16 anos). A mudança valerá já para a próxima edição do exame.

A novidade foi anunciada nesta quarta-feira, 18, pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, durante coletiva para a divulgação dos resultados do Enem de 2016 e anúncio de outras mudanças. Dos 8,6 milhões de inscritos no último Enem, cerca de 1,2 milhão queriam somente a certificação do ensino médio e poucos mais de 7,7% deles conseguiram a nota mínima.

“Não dá mais para aplicar uma avaliação tão abrangente, que exige mais do que o necessário, àqueles que têm objetivos distintos, impondo um ônus para quem não pensa no ensino superior”, disse. “A gente vai buscar algo mais enquadrado na demanda e estender aos apenados nas penitenciárias, assunto que levei à presidente do STF [Supremo Tribunal Federal], ministra Carmem Lúcia.”

O Enem, assim como o Encceja, é aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O resultado final do Enem de 2016 divulgado nesta quarta-feira, 18, aponta para um dos piores desempenhos na história do exame, especialmente em linguagens, com quase mil notas zero e um único candidato a atingir a nota máxima, acertando entre 800 e 900 questões.

“O desempenho em todas as áreas está absolutamente estagnado. Não estamos conseguindo que nossos alunos do ensino médio aprendam mais desde 2008”, informou a presidente do Inep, Maria Inês Fini. Segundo ela, o Enem não foi criado para certificar o ensino médio e usava o Encceja como matriz para uma dupla função, que incluía o acesso às universidades. O fim dessa duplicidade pode ajudar nos próximos resultados.

“Tudo isso reflete aquilo que a gente tem colhido nos principais mecanismos de avaliação, como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb)”, avaliou o ministro Mendonça Filho. Para ele, a educação básica no Brasil não apenas estagnou, mas piorou.

“Precisamos de reformas estruturais rumo a uma educação de qualidade, valorizando o professor e o conteúdo oferecido aos alunos. O projeto do Novo Ensino Médio, em tramitação no Congresso Nacional, tem também esse objeto”, concluiu. 

(Informações do Ministério da Educação)

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017