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26 de outubro de 2021

CPI DA COVID APROVA RELATÓRIO QUE INDICIA BOLSONARO E MAIS 79

 


Parecer do relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), foi aprovado por 7 votos contra 4, após seis meses de atividade parlamentar

Após seis meses de atividades, a CPI da Covid aprovou, na terça-feira (26/10), por 7 votos a 4, o relatório final das investigações, que pede o indiciamento de 78 pessoas físicas e de duas empresas por suspeita de irregularidades relacionadas ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. O primeiro da lista é o presidente Jair Bolsonaro, ao qual o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), imputou nove crimes que, segundo parlamentares do colegiado, podem lhe render, ao menos, 78 anos de prisão.

 

O relatório aponta Bolsonaro como um dos principais responsáveis pela maior tragédia sanitária da história do país, que já causou mais de 605 mil mortes. A CPI o acusa de prevaricação, charlatanismo; epidemia com resultado morte; infração a medidas sanitárias preventivas; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documentos particulares; crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo); crimes contra a humanidade (nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos).

 

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), informou que, na manhã de hoje, o relatório será entregue ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para possível abertura de ações penais ou aprofundamento das investigações. Também nesta quarta-feira, representantes da comissão entregarão o documento ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

 

Ainda não está definida a data em que o relatório final será apresentado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Caberá a ele, um aliado do Planalto, decidir sobre o início da tramitação de um eventual pedido de impeachment contra Bolsonaro a partir dos crimes de responsabilidade apontados pela CPI.

 

A lista de indiciados inclui também, entre outros, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o atual titular da pasta, Marcelo Queiroga, e os filhos políticos do presidente da República - o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Os três são acusados de incitação ao crime.

 

O nome do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), foi incluído na lista de indiciados horas antes do início da reunião de ontem da CPI. O relator acatou um pedido do senador Eduardo Braga (MDB-AM), que apontou responsabilidades de ambos no colapso do sistema de Saúde de Manaus (AM), ocorrido em janeiro deste ano. A crise na capital amazonense foi o fato determinado que justificou a criação da CPI.

 

Já as duas pessoas empresas indiciadas no relatório são a Precisa Medicamentos e a VTCLog, acusadas de irregularidades em contratos com o Ministério da Saúde para, respectivamente, a compra de vacinas e a logística da distribuição de imunizantes.

 

A comissão também aprovou, ontem, um requerimento para enviar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a fala de Bolsonaro que associou falsamente as vacinas contra a covid-19 e a Aids. Os senadores querem que as declarações sejam incluídas no inquérito das fake news, que tem o presidente entre os investigados.

 

A CPI aprovou ainda um pedido de quebra do sigilo telemático de Bolsonaro. O objetivo é receber das redes sociais uma série de informações sobre o chefe do governo, como, por exemplo, dados cadastrais, registros de conexão e cópia de conteúdo armazenado. Além disso, o colegiado pediu o banimento de Bolsonaro de todas as redes sociais.

 

“O presidente é uma instituição, a presidência é uma instituição. A presidência não é cargo de buteco em que você fala o que quer, tomando cerveja e comendo churrasquinho. Presidente da República que se reporta ao povo brasileiro baseado em um estudo que não tem cabimento nenhum e fala uma coisa dessa quando estamos implorando para a população se vacinar?”, criticou o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

 

A versão anterior do relatório, cuja leitura foi feita na semana passada, tinha 66 pessoas físicas e duas jurídicas indiciadas. Nos últimos dias, senadores do grupo majoritário da CPI, formado por independentes e oposicionistas, conseguiram convencer o relator a incluir 12 nomes, o que elevou o total de indiciados para 80.

 

Durante entrevista coletiva, Randolfe Rodrigues disse esperar que o procurador-geral da República, Augusto Aras, atue conforme o cargo que ocupa ao receber o relatório final da comissão. Ele falou sobre o assunto quando perguntado se havia a possibilidade de o chefe do Ministério Público não dar prosseguimento a ações penais contra Bolsonaro. Aras tem sido acusado, até mesmo entre seus pares, de proteger os interesses da família do presidente.

 

"Primeiro eu quero acreditar que o senhor Augusto Aras é procurador-geral da República, antes de ser aliado de quem quer que seja. Esperamos que ele atue como procurador-geral da República. Se não o fizer, existem outros caminhos, no código de processo criminal do nosso país, na legislação penal do nosso país, para levarmos esse relatório à frente", disse Randolfe. Ele informou que o relatório final da CPI será entregue a Aras nesta quarta-feira (27/10).

 

Segundo o senador, em caso de omissão do procurador-geral da República, a CPI poderá entrar, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), com uma ação subsidiária à pública.

*Correio brasiliense

Terça-feira, 26 de outubro 2021 às 21:46  

25 de outubro de 2021

BRASIL TEM 21,73 MILHÕES DE CASOS E 605,8 MIL MORTES POR COVID-19

 

Os casos de covid-19 desde o princípio da pandemia, no ano passado, somaram 21.735.560. Em 24 horas, secretarias de Saúde de estados e municípios registraram 5.797 pessoas com covid-19. Segunda-feira (24/10), a soma de casos acumulados estava em 21.729.763

 

Há 207.213 casos de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado e permanecem em acompanhamento.

 

As mortes em decorrência da covid-19 foram para 605.804. Entre ontem e hoje (25/10), órgãos de saúde confirmaram 160 mortes. Ontem, o painel de informações da pandemia marcava 605.644 óbitos.

 

Há 3.041 óbitos em investigação. Essa situação ocorre pelo fato de haver casos em que o paciente morreu, mas a investigação se a causa foi covid-19 vai demandar exames e procedimentos posteriores.

 

As estatísticas foram divulgadas na noite desta segunda-feira no balanço diário do Ministério da Saúde. O documento consolida informações sobre casos e mortes levantadas pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde.

 

Até esta segunda-feira, 20.922.633 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 96,3% das pessoas que contraíram a doença desde o início da pandemia. 

 

Os números em geral são menores aos sábados, domingos e segundas-feiras em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Após os fins-de-semana ou feriados, em geral, há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizados.


 

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (151.545), Rio de Janeiro (68.004), Minas Gerais (55.401), Paraná (40.291) e Rio Grande do Sul (35.334).

 

Os estados com menos óbitos são Acre (1.844), Amapá (1.991), Roraima (2.029), Tocantins (3.864) e Sergipe (6.027).

 

No total, até o início da noite desta segunda-feira, o sistema do Ministério da Saúde marcava a aplicação de 269,1 milhões de doses no Brasil, sendo 153,6 milhões da primeira dose e 115,4 milhões da segunda dose e dose única.

 

Quando considerados apenas os dados consolidados no sistema do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, foram aplicadas 259,8 milhões, sendo 150,3 milhões da primeira dose e 109,1 milhões da segunda dose.

 

Foram aplicadas de 329.542 doses de reforço e 15.802 doses adicionais de imunossuprimidos. No total, foram distribuídas 320 milhões de doses a estados e municípios, tendo sido entregues 313,8 milhões e 6,1 milhões estão em processo de distribuição. (ABr)

Segunda-feira, 25 de outubro 2021 às 20:46


 

16 de outubro de 2021

COM ALTA DO GÁS E DE ALIMENTOS, ESPECIALISTAS ORIENTAM COMO ECONOMIZAR

 

No sábado (16/10) em que se celebra o Dia Mundial da Alimentação, organizações governamentais e não governamentais em todo o mundo refletem sobre como anda a alimentação mundial.

 

Aqui no Brasil se alimentar bem está pesando cada vez mais no bolso. E não é só pela inflação da comida. O valor médio do gás passou de R$ 75,29 no final de 2020 para R$ 96,89 em 2021, chegando a ser encontrado por mais de R$ 130 em algumas regiões do país. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

 

Itens essenciais na mesa do brasileiro também estão mais caros. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os itens que mais subiram foram o açúcar (44%), óleo de soja (32%) e as carnes (25%).

 

Henrique Vilaverde faz e vende marmitas há 3 anos para moradores do condomínio onde mora, em Brasília. Apesar de não ter gastos com aluguel ou transporte até o trabalho, já que trabalha em casa, teve de fazer um reajuste no valor das refeições, o menor possível, segundo ele.

 

“Passamos a cozinhar em fogão a lenha, pensar na cozinha com criatividade. Fizemos uma pequena horta para atender ao que produzimos e fizemos um bom estoque de outros itens como arroz, feijão, óleo. ”

 

A auxiliar de serviços gerais e copeira Cleide Monteiro diz que tenta fazer comida com preparo rápido. “Eu acabo me privando de fazer alguns pratos para economizar [no gás]”, acrescentou.

 

Para ajudar os brasileiros a otimizarem o uso do gás de cozinha e, com isso, fazer com que ele dure mais tempo, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) trouxe dicas simples, que podem fazer a diferença.

 

Segundo Priscila Arruda, pesquisadora do programa de Energia e Sustentabilidade do Idec, a principal dica para economizar no gás de cozinha é manter as bocas do fogão limpas.

 

“Se as chamas estiverem amarelas, laranjas ou qualquer cor diferente da cor azul significa que as bocas estão sujas ou não estão funcionando da maneira correta então o fogo vai perder a sua potência e vai acabar gastando mais gás”, diz.

 

De acordo com Priscila, uma simples limpeza com água e sabão é suficiente para resolver o problema. Caso não resolva, a especialista recomenda o uso de produtos específicos para remover sujeiras mais incrustadas.

 

Outra dica é verificar se há vazamentos no botijão de gás, nas mangueiras, no forno ou no fogão aplicando espuma de sabão: “se houver bolhas, será necessário corrigir [o problema]".

 

Priscila também orienta para os benefícios de se cozinhar porções maiores, que possam ser congeladas; deixar grãos de molho para que amoleçam e fiquem menos tempo na panela de pressão; além de cortar alimentos em pedaços menores com o mesmo objetivo.

 

Além disso, ela lembra que a panela de pressão cozinha mais rápido, então priorizar o uso desse utensílio também pode ajudar na economia do gás. Além disso as tampas devem encaixar adequadamente nas panelas, para melhor conservação do calor. Isso também vale para as bocas.

 

Grande vilã do aumento neste ano, a carne pode ser substituída. De acordo com a nutricionista Juliene Melo, a sugestão é que se explore opções sem proteína animal no jantar, por exemplo.

 

Segundo ela, ovos são excelentes substitutos e, com eles, pode-se preparar omeletes e panquecas. “A gente tem um aporte nutricional muito positivo por ser um alimento riquíssimo em inúmeras vitaminas e também em proteínas”, diz.

 

Outra opção é fazer uma vitamina com frutas e leite, em vez de uma refeição propriamente dita.

 

No caso do açúcar e do óleo de soja, a nutricionista aconselha que se aproveite a alta desses itens para simplesmente aboli-los do cardápio pois são vilões da obesidade e da inflamação. No primeiro caso, a dica é substituí-lo por banha de porco. No segundo, por frutas que possam adoçar. (ABr)

Sábado, 16 de outubro 2021 ás 17:02