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14 de novembro de 2017

GOVERNO DO DF NOMEOU CERCA DE 6,5 MIL SERVIDORES DESDE 2015



O Governo do Distrito Federal nomeou desde 2015 cerca de 6,5 mil novos servidores, aprovados em concursos públicos. Mesmo com a restrição de gastos imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o GDF pode nomear em três pastas que são exceções da legislação: Saúde, Segurança Pública e Paz Social, e Educação.

Por casos de vacância, com aposentadorias e mortes, foram nomeados 4,5 mil servidores na Secretaria de Saúde; 833 na Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social; e 619 na Secretaria de Educação. Com a saída do governo do limite prudencial da LRF, em outubro deste ano, mais 1,1 mil servidores serão nomeados.

Gasto com pessoal

Um dos maiores gastos do GDF é com o pagamento de salários de servidores. Do total da receita líquida do Executivo, 44,81% foi usada para a finalidade – o limite imposto pela lei é de 46,55%. Entre setembro de 2016 e agosto deste ano, o governo arrecadou R$ 20 bilhões, dos quais R$ 9 bilhões foram destinados ao pagamento de salários e aposentadorias.

Mesmo fora do limite prudencial, a situação ainda não é confortável para o Executivo. Por isso, o GDF havia afirmado que a nomeação de aprovados em concursos públicos em andamento será ranqueada por ordem de importância e submetida ao Comitê de Políticas de Pessoal da Governança. A chamada fica restrita a 40% da diferença entre o percentual do quadrimestre e o limite prudencial da LRF – cerca de R$ 150 milhões.

Terça-feira, 14 de novembro, 2017 ás 11hs40

13 de novembro de 2017

MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA ENVOLVIDOS NA 'MÁFIA DAS FUNERÁRIAS'





O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou 12 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema descoberto pela Operação Caronte. Todos os suspeitos da chamada ‘máfia das funerárias’ foram denunciadas por crime de organização criminosa; alguns deles por falsa identidade, utilização ilegal de telecomunicações, crime contra as relações de consumo, corrupção ativa e corrupção passiva.

Os suspeitos realizavam serviços – como sepultamento, embalsamento, cremação e translado de corpos – captados de maneira ilegal. O grupo interceptava a frequência de rádios da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em busca de mortes naturais. O próximo passo dos criminosos era entrar em contato com os familiares, se passando por servidores do Instituto Médico Legal (IML), afirmando que o falecido passaria por necropsia.

Os acusados ligavam ainda para os familiares informando que uma equipe da “assistência funerária de plantão” se deslocaria para o local junto com a equipe do IML. A partir daí, era cobrado um valor pelo procedimento dependendo da condição financeira do falecido e dos familiares.

Um dos grupos que realizava os crimes contava com a ajuda de dois funcionários do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que repassavam informações sobre óbitos ocorridos ou que estava na iminência de ocorrer.

A operação foi deflagrada pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Polícial (NCAP), pela Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários da Saúde (Pró-Vida) e pela 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus), com apoio da Corregedoria da PCDF.

Segunda-feira, 13 de novembro, 2017 ás 11hs00

12 de novembro de 2017

FUNDÃO ELEITORAL REDUZ REPASSES DE PARLAMENTARES PARA A SAÚDE



O fundo eleitoral de R$ 1,75 bilhão aprovado pelo Congresso Nacional em outubro para custear campanhas com dinheiro público vai reduzir a aplicação de verbas na saúde, diferentemente do que os parlamentares prometeram quando propuseram o novo gasto. O modelo passou como uma alternativa à proibição das doações eleitorais por empresas.

A destinação de parte das emendas parlamentares ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) pode retirar, em cálculos conservadores, R$ 70,3 milhões originalmente destinados a despesas com saúde, segundo levantamento feito pelo jornal 'O Estado de S. Paulo'. O valor não foi considerado na manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) assinada pelo presidente Michel Temer e enviada ao Supremo Tribunal Federal, na última quinta-feira, dia 9 de novembro, em uma ação que questiona o fundo. No documento, o órgão afirma que investimentos do governo em áreas sociais, como a saúde, não serão prejudicados.

Com a verba destinada para as eleições, o orçamento de 2018 do Fundo Nacional de Saúde (FNS) perderá verbas que haviam sido previstas, no mês passado, por senadores e deputados de pelo menos três Estados: Ceará, Paraíba e Santa Catarina. O corte na saúde pode aumentar, a depender de como os parlamentares dos demais Estados vão decidir sacrificar suas emendas para dar a contribuição obrigatória às campanhas. A definição será feita nas próximas semanas na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

O fundo eleitoral será composto de R$ 1,3 bilhão em emendas coletivas impositivas somado aos R$ 450 milhões advindos do fim da compensação fiscal para TVs na exibição de propaganda partidária. Dessa forma, cada uma das 27 bancadas estaduais vai retirar R$ 48,7 milhões do valor originalmente destinado em emendas ao Orçamento que haviam sido assinadas por deputados e senadores e cuja execução pelo governo era obrigatória. Antes da lei, cada uma delas dispunha de um total de R$ 162,4 milhões. Agora, 30% desse valor será destinado às campanhas eleitorais.

Unidades médicas

No caso do Ceará, por exemplo, os parlamentares alocaram toda a verba impositiva (R$ 162,4 milhões) em apenas uma emenda do FNS, para manutenção de unidades médicas. Ou seja, o corte de R$ 48,7 milhões vai recair obrigatoriamente na área da saúde.

A ata das emendas traz a assinatura do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), um dos que negavam durante a tramitação da proposta que saúde e educação perderiam verba. "Não aceito nada de fonte que mexa um centavo de saúde e educação", disse ele à época. Um dos idealizadores da ideia, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), fez coro: "A proposta que eu fiz não tira dinheiro da educação, da saúde, de lugar nenhum".

Já os parlamentares da Paraíba enviaram R$ 129 milhões para manutenção dos equipamentos de saúde e R$ 33,4 milhões para a construção do sistema adutor do ramal do Piancó pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).

A obra, relacionada à transposição do Rio São Francisco, é tida pelos políticos como fundamental para garantir o abastecimento de água no interior paraibano, o que tem impacto na saúde pública. Ainda que retirassem toda a verba do Piancó para bancar campanhas, os parlamentares ainda teriam de remanejar mais R$ 15,3 milhões do FNS para atingir a cota de R$ 48,7 milhões como contribuição ao fundo.

Equipamentos

A situação é semelhante em Santa Catarina. A bancada reservou R$ 42,4 milhões do Orçamento da União no próximo ano para a compra de equipamentos agrícolas, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Mesmo que os parlamentares catarinenses redistribuam toda essa quantia para o fundo bilionário de campanha, ainda terão de transferir R$ 6,3 milhões dos R$ 120 milhões dados ao Fundo Nacional de Saúde para aplicar no fundo eleitoral.

Existem ainda casos como o do Espírito Santo, em que as duas emendas impositivas foram divididas entre saúde (R$ 52,4 milhões para compra de ambulâncias) e educação (R$ 110 milhões para a Universidade Federal do Espírito Santo), justamente as áreas que não seriam mexidas. (AE)

Domingo, 12 de novembro, 2017 ás 13hs57