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10 de abril de 2018

Com quase 80% de indecisos, pesquisa Serpes mostra cenário aberto em Goiás


A pesquisa Serpes divulgada nesta segunda-feira (9/4) pelo jornal O Popular mostra cenário aberto para as eleições ao governo de Goiás neste ano.

Na modalidade espontânea, o instituto mostra que quase 80% dos eleitores ainda não decidiram seu voto. A avaliação é de que a pesquisa mais uma vez apenas mede o conhecimento dos nomes e não a real intenção de voto do eleitorado.

No quadro estimulado, o senador Ronaldo Caiado (DEM) aparece com 39,7%, seguido do governador José Eliton (PSDB), com 6,7% e Daniel Vilela (MDB) com 6,2%.

Quando comparado com o último levantamento da Serpes, divulgado pela Acieg em dezembro do ano passado, Caiado apresenta maior queda. À epoca, o senador cravou 44%.

O democrata também foi o único que teve aumento de rejeição: cresceu de 22,4% para 23,3% entre dezembro e abril. Vale lembrar que o senador disputou todas as eleições desde 1989 e é, portanto, conhecido dos eleitores.

A nova rodada da Serpes indica que o democrata pode ter batido no teto e agora já inicia trajetória de queda.

Pré-candidato menos conhecido pelos eleitores, José Eliton foi o único dos três principais pré-candidatos que contou com maior redução da rejeição e também foi o único que cresceu em relação à última rodada da Serpes.

Já Daniel Vilela, do MDB, foi quem apresentou maior queda, saiu de 12,1 em dezembro para 6,2 na pesquisa divulgada nesta segunda.


Terça-feira, 10 de abril, 2018 ás 00:05

9 de abril de 2018

Caiado ganha reforço de Wilder e dois deputados da base


O senador Wilder Morais foi recebido com festa no Democratas, presidido pelo senador Ronaldo Caiado em Goiás. A cerimônia de filiação aconteceu no auditório do Castro’s Park Hotel, em Goiânia, na manhã de quinta-feira (5/4).

Ao deixar o PP e abrir mão de continuar na base do governador Marconi Perillo (PSDB), Wilder tinha um objetivo claro: garantir vaga em uma chapa para se candidatar ao Senado Federal.

O evento também marcou a filiação de dois deputados estaduais que deixam a base aliada para se juntar ao grupo de Caiado. Álvaro Guimarães deixa o PR e Iso Moreira sai do PSDB. (Jornal Opção)


Segunda-feira, 9 de abril, 2018 ás 00:05

8 de abril de 2018

Ronaldo Caiado planeja eleger pelo menos três deputados federais


O senador Ronaldo Caiado, pré-candidato do DEM a governador de Goiás, está trabalhando, em tempo integral, para montar uma chapa consistente a deputado federal e a deputado estadual.

Para deputado federal, Caiado banca a candidatura do delegado-deputado Waldir Soares — tido como pule de dez do grupo —, José Mário Schreiner (seu candidato), José Nelto, Zacharias Calil e Dr. Rogério (parente do deputado Álvaro Guimarães).

Com a escapada de Jorge Kajuru, que não aprecia a história de candidatos-mochila, o grupo de Caiado avalia que tem condições de eleger de dois a três deputados federais. Os favoritos são Waldir Soares e José Mário Schreiner. Se eleger um terceiro, crescem as chances de José Nelto. Calil e Dr. Rogério correm por fora. (Jornal Opção)


Domingo, 8 de abril, 2018 ás 11:00

7 de abril de 2018

Em nome da Rosa e da Cármen


Duas mulheres agigantaram o Brasil ao não apequenarem o Supremo Tribunal Federal na sessão que rejeitou o habeas corpus do ex-presidente Lula da Silva. Duas mulheres protagonizaram um espetáculo de conhecimento da ciência jurídica, um espetáculo de universal cultura, um espetáculo de elegância, um espetáculo de boa educação e lisura diante de provocações e ironias. Duas mulheres, com seus votos, devolveram aos brasileiros a possibilidade de crer na Justiça, na honestidade e na sabedoria do velho ditado de que o crime não compensa, mesmo praticado pela elite do estamento político.

Já é hora, sim, já é hora de apresentá-las:

Cármen Lúcia Antunes Rocha, presidente do STF desde 2016.

Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, ministra da mesma alta Corte a contar de 2011.

Nas mãos dessas senhoras esteve lançada a sorte da República. Elas fizeram a diferença.

Era nada confortável o destino de Cármen nessa sessão do STF. Ela decidira, na competência de sua função de presidente, que não levaria a plenário, em sua forma “abstrata e genérica”, a questão da prisão no segundo grau de jurisdição – seriam julgados, isso sim, apenas casos específicos, a exemplo do habeas corpus de Lula. Assim, saíram da pauta duas ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs), ambas relatadas pelo ministro Marco Aurélio. A presidente Cármen intuía que ele e também o ministro Ricardo Lewandowski, favoráveis ou recurso de Lula, a provocariam ao longo do julgamento. Educada ao extremo, com certeza só não esperava que tais provocações transitassem a léguas de distância do cavalheirismo.

Quando Gilmar Mendes ainda votava a favor do habeas corpus, Marco Aurélio voltou-se para Cármen: “ao liberá-las (as ações, ao plenário) eu não diminui o tribunal”. Referia-se ele ao fato de Cármen ter dito, há tempo, que votar agora as ADCs seria “apequenar” o STF. A sessão correu, ele acrescentou: “em termos de desgaste, a estratégia não poderia ser pior”. Marco Aurélio pressionava Cármen, Lewandowski pressionava Cármen, pressões que se faziam inadequadas na vã tentativa de votarem as ADCs. Essa foi a manobra de Marco Aurélio e Lewandowski. Convenhamos que, nesse epísódio, não foi Cármen quem se apequenou. Seu semblante não perdeu a serenidade, e é ele, o semblante, que reflete a alma.

Há, porém, outro ponto em que a presidente enobreceu o País: empatado em cinco a cinco o julgamento, ela desatou o nó a favor da moralidade pública, votou contra o habeas corpus. Presumia-se que assim seria o seu voto de Minerva, e por isso, talvez, colegas já chegaram pouco amistosos. Conforme se disse acima, pouco confortável era o destino de Cármen na sessão, mas, permitam-me o lugar comum, ela tirou de letra e agigantou a autoestima dos brasileiros. Diferentemente desenhava-se o destino de outra gigante, a ministra Rosa Werber.

Era confortável o destino de Rosa e, digamos, até privilegiado: ela se encontrava na condição de fiel da balança que poderia mandar Lula para a cadeia ou deixá-lo livre. O dilema de Rosa Weber não era, portanto, o de escolher essa ou aquela aternativa e ver-se, dependendo da opção, entrando ou não para a história do Brasil. A situação mostrava-se bem mais suave: era uma questão de porta! Se ela votasse a favor do habeas corpus de Lula, entraria para a história pela porta dos fundos; se votasse contra, também ingressaria na história, só que aí pela porta da frente. A certeza de ter o seu nome para sempre nos registros políticos, jurídicos e sociológicos desse nosso Brasil estava assegurada. Era mesmo uma questão de porta, e somente de porta. Rosa Weber optou pela da frente.

Decifra-me ou devoro-te

Discreta, adepta da tradição de só falar nos processos (parabéns por isso, ministra), a ninguém ela antecipara o seu voto. Manteve-se em silêncio de esfinge, a desafiar: decifra-me ou devoro-te! Rosa devorou Lula juridicamente. Marco Aurélio e Lewandowski a interromperam na leitura do voto, visivelmente contrariados, achando-o confuso. Também Rosa mostrou a paz de sua alma pela serenidade do rosto. Ela sabia que seu voto contra o habeas corpus, “em respeito à colegialidade”, fazia-se uma aula de clareza – e de republicanismo contra os eternos donos do poder.

Falando em República, até hoje vivemos o dilema da “tabuleta do Custódio”, genialmente exposto por Machado de Assis em “Esaú e Jacó”, a mostrar que o estamento burocrático que aqui mandava no Império não difere muito do estamento governamental burocrático que comanda a República. O personagem Custódio mudou a tabuleta, mas só a tabuleta, de sua confeitaria – eufemismo machadiano para dizer que do Império à República alterou-se somente a fachada. Cármen Lúcia e Rosa Weber, no histórico 4 de abril, foram bem mais adiante que Custódio: com firmeza, ciência e urbanidade no trato com seus colegas, essas duas mulheres mudaram o Brasil. (IstoE)


Sábado, 7 de abril, 2018 ás 00:05

6 de abril de 2018

O que acontece se Lula não se entregar à PF? Ele pode deixar o País? Entenda

Ex-presidente já afirmou que não pretende ir a Curitiba para se entregar à Polícia Federal; saiba o que a Justiça terá de fazer se isso, de fato, acontecer

Após a ordem de prisão determinada pelo juiz Sergio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite dessa quinta-feira (5), espera-se que o petista se entregue na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba , no Paraná, até as 17h desta sexta (6). Não vou cogitada a possibilidade de Lula não se entregar à PF.

Porém, a defesa do ex-presidente ainda não desistiu e protocolou, na noite de ontem, um novo pedido de habeas corpus, dessa vez junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) , em uma tentativa de impedir a prisão de Lula. Além disso, a assessoria do ex-presidente já afirmou que é pretensão de Lula não se entregar à PF em Curitiba.

O que acontecerá se isso, de fato, acontecer? Qual o procedimento que seria tomado pela Justiça? Entenda os cenários possíveis e saiba as respostas para essas e outras questões a respeito da prisão do ex-presidente petista.

O que a Polícia Federal pode fazer antes das 17h?
O ex-presidente pode falar que não vai se entregar, pode sair em um ato com militantes, pode até dar uma corrida num parque municipal ou viajar para o Nordeste antes das 17h.

Isso porque a Polícia Federal não tem absolutamente nenhum poder sobre o que o petista fará antes das 17h, que é o horário final para o prazo determinado por Moro, para Lula se entregar.

Logo, ele não pode ser preso involuntariamente antes desse horário.
Então Lula pode deixar o País?

Não. Apesar de estar livre até as 17h, o ex-presidente não pode ultrapassar as fronteiras brasileiras, devido à ordem de prisão expedida contra ele. De qualquer maneira, o petista não deu nenhum sinal de que deixaria o Brasil.

E se ele não se entregar até as 17h?
Nessa caso, a Polícia Federal passa a ter autoridade de buscá-lo pessoalmente, onde quer que ele esteja. Se Lula não se entregar no prazo estipulado, passará a ser buscado oficialmente pelos agentes que tentarão cumprir a ordem de prisão. Nessa situação, se houver resistência por parte do condenado, pode haver confronto – inclusive, se ele ainda estiver dentro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cercado por apoiadores.

Fonte: Último Segundo - iG


Sexta-feira, 6 de abril, 2018 ás 11:00

5 de abril de 2018

Moro determina prisão de Lula


O juiz federal Sérgio Moro determinou quinta-feira (5/4) a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em duas instâncias da Justiça no caso do triplex em Guarujá (SP). Em despacho desta quinta, 5, Moro estipulou a Lula que se apresente até às 17h do dia 06/04/2018. “Relativamente ao condenado e ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”, anotou.

Moro proibiu o uso de algemas em Lula. “Esclareça-se que, em razão da dignidade do cargo ocupado, foi previamente preparada uma sala reservada, espécie de Sala de Estado Maior, na própria Superintendência da Polícia Federal, para o início do cumprimento da pena, e na qual o ex-Presidente ficará separado dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física”, escreveu.

O magistrado ainda indicou que ‘os detalhes da apresentação deverão ser combinados com a Defesa diretamente com o Delegado da Polícia Federal Maurício Valeixo, também Superintendente da Polícia Federal no Paraná’.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do caso triplex do Guarujá. Na madrugada desta quinta-feira, 5, o petista sofreu revés no Supremo Tribunal Federal, que negou habeas corpus preventivo movido pelo petista para poder recorrer em liberdade até a última instância contra a sentença na Lava Jato.

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em que Lula é réu
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Processo 5046512-94.2016.4.04.7000

Quinta-feira, 5 de abril, 2018 ás 18:00

Após a decisão do STF, lula admite que está fora das eleições

Ainda durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), após o voto da ministra Rosa Weber contra a concessão do habeas corpus a Lula, o petista disse ao grupo de pessoas que estavam com ele, acompanhando a sessão no Supremo, que “não iam dar o golpe para me deixarem ser candidato”.
A frase foi interpretada como uma admissão de que estaria definitivamente fora da disputa eleitoral deste ano, apesar do PT insistir na candidatura do ex-presidente.“Isso foi para tentar tirar o Lula da eleição, mas podemos registrar a candidatura dele, mesmo preso. Acredito que Lula vai ficar pouco tempo na prisão”, afirmou o deputado estadual José Américo Dias (PT). Os petistas tentam evitar o desânimo da militância e do eleitorado do petista.

Até o voto de Rosa Weber, o clima era descontraído no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde cerca de 500 pessoas lotavam o salão principal. Antes da manifestação da ministra, muitos dançavam, cantavam e faziam batucadas a cada intervalo no Supremo. Depois, muitos foram embora, apesar dos esforços da organização em manter os ânimos.

De acordo com relatos, o clima também mudou na sala onde o petista acompanhava, ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff e outros aliados, o julgamento. A tranquilidade que o petista procurou manter durante todo o dia foi substituído pela tensão.

A direção nacional do PT deve se reunir na quinta-feira (5) para discutir as estratégias que serão tomadas daqui para frente. A cúpula do partido em São Paulo também deve se encontrar para organizar uma manifestação na cidade. A legenda defende que houve supostas arbitrariedades no processo que condenou o ex-presidente e quer mostrar que o petista sofreu um julgamento político.


Quinta-feira, 5 de abril, 2018 ás 12:50