O
município do Rio começará a vacinar lactantes contra a covide-19 na
segunda-feira (28/6). Para receber a primeira dose, é necessário que a mãe
apresente recomendação do profissional de saúde que acompanha a criança e
ateste que a mãe ainda está amamentando e que tem indicação para ser imunizada.
A
informação foi dada sexta-feira (25/6) durante a apresentação do boletim
epidemiológico semanal da prefeitura sobre a pandemia. De acordo com o
secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, não há restrição de idade da criança.
Desde que ainda esteja sendo amamentada, a mãe poderá receber a vacina.
“Pode
ser qualquer tempo, desde que tenha a comprovação de que de fato é lactante,
que ainda esteja amamentando. Quem faz a comprovação é o profissional de saúde
que acompanha a criança nos primeiros anos de vida. Pode ser o médico da
família, uma enfermeira, qualquer profissional de saúde que esteja acompanhando
essa criança. ”
A
vacinação contra a covide-19 na capital continua sexta-feira (25/6) a imunizar
homens de 48 anos, gestantes e puérperas e profissionais da limpeza urbana.
Amanhã, haverá repescagem desses grupos, de pessoas a partir de 48 anos e
pessoas com comorbidades. Na próxima semana, dias 28, 29 e 30 de junho, serão
vacinadas as pessoas com 47 anos.
Em
julho, serão contempladas as pessoas entre 46 e 38 anos e, em agosto, a faixa
entre 37 e 18 anos, sempre respeitando o escalonamento por idade e sexo.
Setembro será a vez dos adolescentes, começando com as meninas de 17 anos no
dia 1º e meninos de 17 anos no dia 2, seguindo até o dia 15 de setembro, quando
ocorre a repescagem para todos os adolescentes a partir de 12 anos.
O
prefeito do Rio, Eduardo Paes, relatou que tomou conhecimento de pessoas que
compareceram aos postos nos dias da repescagem com a intenção de tomar
novamente a primeira dose do imunizante, de algum fabricante que tenha
preferência. Ele ressaltou que o ato se configura em crime e essas pessoas
estão sendo identificadas para encaminhamento dos casos para a autoridade
policial.
“Estamos
inaugurando uma atividade nova no Brasil, o sommelier de vacina, o sujeito que
fica querendo escolher qual vacina vai tomar. Tivemos um número de autoridades
sanitárias sérias afirmando que todas as vacinas funcionam bem. A melhor vacina
é a aquela que vai no nosso braço. Temos o registro de todos que são vacinados,
anotamos CPF e identidade. Os dados serão cruzados para identificar esse tipo
de coisa, porque isso é criminoso, é fraude, é desrespeito à vida, é o que a
gente tem de pior”, afirmou o prefeito.
De
acordo com o secretário de Saúde, já foram identificadas pelo menos 16 pessoas
que tomaram novamente a primeira dose, simulando não ter recebido o imunizante
contra a covid-19. Os casos foram encaminhados ao Ministério Público estadual.
Os
dados do 25º Boletim Epidemiológico da prefeitura indicam que os atendimentos
na rede de urgência e emergência por síndrome respiratória aguda grave (SRAG)
segue em tendência de redução leve, na última semana.
O
registro de novos casos e de óbitos por covid-19 está caindo há sete semanas e
a proporção de internação por faixa etária indica aumento nas idades entre 40 e
59 anos e entre 20 e 39 anos.
A
avaliação de risco de transmissão do novo coronavírus por região administrativa
segue na faixa laranja, de risco alto, no município do Rio de Janeiro. O
secretário Municipal de Saúde destacou que os meses de inverno são os mais
preocupantes para qualquer síndrome respiratória, incluindo a covide-19.
“Nos
meses de inverno temos a maior sazonalidade para a gripe. São meses em que
ocorre um aumento natural no número de casos de gripe, justamente porque as
pessoas andam nos ônibus com os vidros fechados e ficam em ambientes mais
fechados por conta do frio. Então, reforçamos o alerta, a importância de as
pessoas usarem máscara, de evitarem se expor desnecessariamente. São os meses
mais perigosos do ano e o nosso desafio é conseguir segurar o avanço da covide-19
justamente nesse período”, disse Soranz..
A
vacinação contra a gripe (influenza) foi prorrogada até o dia 30 de julho. A
dose deve ser aplicada com um intervalo de pelo menos 14 dias de diferença da
imunização contra covid-19.
A
campanha inclui crianças acima de 6 meses e abaixo de 6 anos completos, pessoas
maiores de 60 anos e os grupos prioritários, que inclui as gestantes e
puérperas até 45 dias do parto, povos indígenas e trabalhadores da saúde. (ABr)
Sexta-feira,
25 de junho, 2021 ás 11:54