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16 de janeiro de 2018

Deputados distritais aprovam R$1,5 bilhão para obras e nomeações




O governo do Distrito Federal obteve significativa vitória política, segunda-feira (15/01), com a aprovação na Câmara Legislativa do Distrito Federal, por 17 votos a 1, fos créditos adicionais de R$1,5 bilhão à Lei Orçamentária Anual (LOA), na segunda (15/01). Do montante, R$ 1,3 bilhão é proveniente de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev) e R$ 231 milhões são oriundos de créditos judiciais.

O uso dos créditos foi dividido pelo GDF em duas propostas: a primeira prevê o uso de mais de R$ 1,4 bilhão para obras, principalmente para as áreas de saúde e educação. Um acordo firmado entre o Executivo e o Legislativo prevê a construção e reforma de creches e escolas em Itapoã e no Jardins Mangueiral.

Já a segunda proposta reserva R$ 123 milhões dos créditos judiciais para contratação de servidores, gratificações a servidores federais cedidos à saúde local e pagamentos de pecúnias a aposentados, presentes no Plenário durante a votação do projeto.

Antes da votação, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, se reuniu com os parlamentares para discutir as duas propostas enviadas pelo Executivo à Câmara Legislativa.

Veja para onde vai o dinheiro:

    Saúde (R$ 407,8 milhões): manutenção do Hospital da Criança, contratos de vigilância, de limpeza e de alimentação hospitalar, serviço de terapia renal e unidades de terapia intensiva;
    Educação (R$ 298 milhões): construção e reforma de escolas, reforço de recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), que é destinado à manutenção do ensino em unidades escolares e coordenações regionais;
    Nomeações (R$ 123 milhões): recursos para nomear novos servidores concursados para áreas prioritárias, como saúde, segurança e educação;
    DFTrans (R$ 108,6 milhões): reforço de repasses para gratuidades no transporte público e manutenção da Rodoviária do Plano Piloto;
    Codhab (R$ 27,9 milhões): obras de urbanização, como pavimentação de vias, ciclovias e construção de calçadas;
    Novacap (R$ 23,8 milhões): reforma da Ponte JK, além de outros serviços de engenharia;
    Metrô-DF (R$ 18,4 milhões): implementação da Linha 1, construção de novas estações na Asa Sul e na Estrada Parque;
    Secretaria de Planejamento (R$ 198 milhões): recursos para o Programa Orçamento Colaborativo com reforma de praças, de feiras, de quadras e de parques e para reforma do Anexo do Palácio do Buriti;
    Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (R$ 37,8 milhões): obras de urbanização, que incluem a construção de viadutos, ginásio e centros de iniciação ao esporte;
    Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (R$ 61 milhões): para custeio dos serviços de manutenção das penitenciárias, alimentação dos detentos e monitoramento eletrônico;
    Secretaria de Mobilidade (R$ 21,5 milhões): recursos para terminais de ônibus, paradas e ciclovias;
    Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude (R$ 21,5milhões): reforço à assistência do programa Jovem Candango;
    Secretaria de Justiça e Cidadania (R$ 13 milhões): para ampliar o atendimento do Na Hora;
    Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer (R$ 5 milhões): manutenção de centros olímpicos e paralímpicos;
    Secretaria de Fazenda do DF (R$ 55 milhões);
    Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (R$ 35 milhões): recursos para complementação de renda de pessoas inscritas no Cadastro Único, restaurantes comunitários e fornecimento emergencial de alimentos;
    Secretaria das Cidades (R$ 7 milhões).

Terça-feira, 16 de janeiro, 2018 ás 00hs05

15 de janeiro de 2018

Captação de água no Lago Norte vai poupar sistemas do Descoberto e Santa Maria



Ainda buscando amenizar as consequências da crise hídrica no Distrito Federal, o governo inaugurou na segunda-feira (15) o booster do Noroeste, que vai permitir o bombeamento de água do Lago Paranoá para os reservatórios da Estação de Tratamento de Água de Brasília, no Plano Piloto.

Com o booster, que capta água no Lago Norte, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) passa a transferir até 280 litros de água por segundo, ajudando a diminuir a demanda dos reservatórios de Santa Maria e do Descoberto. O investimento total com a obra foi de R$ 1,49 milhão.

“Agora, com o booster, podemos transferir mais água do Sistema Santa Maria-Torto para regiões abastecidas pelo Descoberto, que amanhã deve chegar a 39%. Completaremos amanhã um ano de racionamento com quase o dobro do volume do Descoberto”, disse o governado de Brasília, Rodrigo Rollemberg, na cerimônia de inauguração.

Funcionando desde a última quinta (11/01), o booster do Noroeste consegue transferir água suficiente para abastecer a Asa Norte, Itapoã, Lago Norte, Paranoá, parte de Sobradinho II e Taquari.

“O que lançamos hoje aqui é uma elevatória de pressurização. Invertemos o fluxo, trazendo água do Lago Norte para o Plano Piloto e aumentando a transposição de água. Antes, a água ia da região central para o Lago Norte. Com o booster e a ETA, passa a fazer o caminho inverso”, disse o presidente da Caesb, Maurício Luduvice.

Segunda-feira, 15 de janeiro, 2018 ás 11hs00

14 de janeiro de 2018

Por que Alckmin não decola



No abre-alas do ano eleitoral, o PSDB se depara com um problemão para resolver. Depois de perder quatro eleições em 16 anos, o partido esperava nadar de braçada, ao apresentar um candidato mais identificado com o centro do espectro político para fazer frente aos representantes dos extremos Lula, à esquerda, e Bolsonaro, à direita. Tudo muito bom, tudo muito bem se o nome ungido pela cúpula do partido não fosse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O tucano se transformou numa batata quente na mão da legenda. Ninguém sabe como ele vai fazer para conseguir desempacar nas pesquisas – hoje Alckmin encontra-se estacionado nos 6%, bem atrás dos mais bem colocados Lula (34%) e Bolsonaro (27%), e registra a maior rejeição.

O pessimismo invadiu até os poros do PSDB. Sem carisma, o presidenciável encarna o anti-candidato: não tem mostrado habilidade política para celebrar alianças, padece de um discurso consistente para encantar o eleitorado, recorrendo sempre a evasivas e a generalidades, e ao contrário do que prometeu quando assumiu a presidência da legenda, não conseguiu unir o tucanato – hoje mais dividido do que nunca. Tucano histórico e adversário de Alckmin no PSDB, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, é um dos que já jogam a toalha. “Geraldo é um candidato sem pegada, sem posições definidas. No ritmo em que ele vai, o PSDB ficará de fora do segundo turno”, afirmou. A direção do partido, que mais uma vez escolheu o candidato a partir de uma convenção de cúpula, ou seja, de modo vertical, de cima para baixo, não é poupada das críticas: “Olho para eles (a direção do partido) e vejo todos felizes, rumo à quinta derrota seguida. Parece que jogam para perder”, disparou Virgílio. Na mesma linha de Virgílio, o próprio ex-presidente Fernando Henrique está convencido de que, com Alckmin, a candidatura do PSDB não alçará vôos mais altos.
Autonomia curta

• Alckmin com 6% se mantém muito distante dos líderes Lula 34% e Bolsonaro 17%, e perde até para Marina, com 9%

• Sua rejeição é muito alta, com 27%, só atrás de Lula

• Deveria obter melhor desempenho no seu estado. Lidera a corrida em São Paulo, com 23,7%, segundo o Instituto Paraná Pesquisas, mas só um pouco à frente de Bolsonaro (19,9%) e Lula (19,4%)

• Perde em redutos tradicionais do PSDB, como Paraná e Santa Catarina. Não tem penetração no Rio de Janeiro e muito menos no Nordeste

• Está desgastado depois de 20 anos de PSDB no poder em São Paulo

• É investigado no STJ por ter recebido ilegalmente R$ 10 milhões da Odebrecht para as campanhas de 2010 e 2014

(Com informações IstoE)

Domingo, 14 de janeiro, 2018 ás 00hs05