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25 de agosto de 2018

Ex-governador Joaquim Roriz segue internado com suspeita de pneumonia

O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, 82 anos, segue internado no Hospital Brasília, com suspeita de pneumonia. Na noite desta sexta-feira (24), após apresentar febre alta, a família levou o político para o hospital.

A família optou pela internação imediata devido ao frágil estado de saúde de Roriz, caso seja confirmada a pneumonia, o político ficará internado para ser submetido ao tratamento com antibióticos.

Saúde frágil

O estado de saúde de Roriz vem se agravando no decorrer dos anos, em agosto do ano passado, o ex-governador teve complicações devido ao diabetes, e para evitar necrose, foi submetido a cirurgias, primeiro para amputar dois dedos do pé, e devido ao agravamento da doença, a perna direita também teve que ser amputada, na altura do joelho. A saúde mental de Joaquim Roriz, também está debilitada, decorrente do Alzheimer.

Joaquim Roriz começou sua saga política no Distrito Federal em 1988, quando governou até 1990. Depois disso, Roriz volta ao GDF nos anos de 1991, 1999 e 2003, quando permaneceu no comando do DF até 2006.

Eleito senador em 2006, Roriz renunciou ao cargo cinco meses para escapar de um processo de cassação relacionado ao caso da ‘Bezerra de ouro’. Joaquim Roriz foi apontado como beneficiário de cheques do fundador da GOL, Nenê Constantino, no valor de R$ 2,2 milhões, descontados no BRB.

A sua despedida da vida pública ocorreu em 2010, depois que candidatura ao GDF foi impugnada com base na lei Ficha Limpa. (DP)


Sábado, 25 de agosto, 2018 ás 14:00

24 de agosto de 2018

Ibope prevê empate quádruplo na disputa pelo governo do DF


O Ibope divulgou nesta sexta-feira (24/8) mais uma pesquisa sobre a intenção de votos para o Governo do Distrito Federal. A candidata do Pros, Eliana Pedrosa lidera por pouco a corrida para o Palácio do Buriti, com 14% das intenções. Os votos brancos e nulos (31%) e aqueles que ainda não sabem em quem votar (12%) representam mais de o triplo que o índice de votos de Pedrosa.

Segundo o Ibope, se a eleição para governador do DF fosse hoje, seria assim:

Eliana Pedrosa (Pros): 14%

Rodrigo Rollemberg (PSB): 12%

Alberto Fraga (DEM): 10%

Rogério Rosso (PSD): 8%

General Paulo Chagas (PRP): 3%

Miragaya (PT): 3%
Fátima Sousa (PSOL): 2%

Ibaneis (MDB): 2%

Alexandre Guerra (Novo): 2%

Renan Rosa (PCO): 1%

Guillen (PSTU): 0%

Brancos/nulos: 31%

Não sabe: 12%

Essa é a primeira pesquisa eleitoral do Ibope no DF realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral e também do primeiro debate realizado pela TV Band.

O Ibope ouviu 1.204 eleitores em todas as regiões do DF entre 21 e 23 de agosto e a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00412/2018. (DP)


Sexta-feira, 24 de agosto, 2018 ás 18:00

Eliana Pedrosa diz que após sofrer sequestro decidiu ser candidata ao governo do DF


A ex-deputada Eliana Pedrosa (Pros), candidata líder nas pesquisas para o governo do Distrito Federal, disse  sexta-feira (24/8) que decidiu disputar o cargo anos atrás, após ter sido vítima de um sequestro-relâmpago na cidade de Ceilândia, próxima do Plano Piloto.

Ela conta que era deputada distrital e, ao ser reconhecida pelos bandidos, foi questionada – “com um 38 na cabeça” – sobre o fato de os políticos não fazerem nada pela população pobre. Um dos criminosos, inclusive, segundo a candidata, chegou a dizer que gostaria muito de estar “com outra vida”, para que sua mãe se orgulhasse dele. “Aquilo me fez querer ser governara para tentar mudar essa situação”, disse Eliana Pedrosa.

A candidata assegurou que sua principal prioridade será a educação, e que pretende integrar todos os órgãos governamentais com a escolas, envolvendo-os na formação das novas gerações como forma de afastá-los de situações-limite que os conduzem, por exemplo, à criminalidade.

Fórmula 1 em Brasília

Durante a entrevista, Pedrosa anunciou também a sua decisão de “lutar forte” para Brasília passar a sediar o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1
.
A candidata disse que São Paulo está com dificuldades para manter o GP de Fórmula 1, até por razões de segurança, e que não perderá a oportunidade de  garantir o evento para o Autódromo de Brasília.

“Isso faz parte de uma estratégia de atrair para Brasília eventos nacionais e internacionais”, explicou, “até como forma de fortalecer a economia e favorecer a geração de empregos.

Fim da metade dos pardais

Eliana Pedrosa voltou a prometer, como o fez durante o debate de candidatos na Band, que pretende retirar das ruas do Distrito Federal 50% dos “pardais”, como popularmente são chamados os radares detectores de velocidade. Ela ressalvou, no entanto, que a medida não incluirá aqueles localizados em áreas de grande concentração de pedestres, setores residenciais e nas proximidades de escolas e unidades de saúde.

A candidata destacou o apoio que tem da família de Joaquim Roriz, que foi três vezes governador e ainda é, apesar de “fora de combate” por motivo de saúde, o político mais popular do Distrito Federal. Ela classificou Roriz de um gestor público “visionário”, que “sempre pensou grande”.

A entrevista de Eliana Pedrosa foi concedida aos jornalistas Thalyta Almeida, Rodrigo Orengo e Cláudio Humberto, na rádio BandNews FM Brasília, com produção de Mayza França. A emissora sabatinou os onze candidatos ao governo do DF. (DP)


Sexta-feira, 24 de agosto, 2018 ás 11:00

23 de agosto de 2018

Celso de Mello diz que Justiça vai decidir se réu pode assumir Presidência

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, disse na tarde desta quinta-feira, 23, que está em aberto a discussão sobre a possibilidade de um réu em ação penal ser eleito presidente da República e assumir o comando do Palácio do Planalto. Para o ministro, é importante a discussão sobre o tema, que deve ser levantada na Justiça Eleitoral.

“Essa aí é uma boa pergunta, mas eu não tenho condições de responder, porque certamente é uma questão que vai ser suscitada antes na Justiça Eleitoral”, disse Celso de Mello a jornalistas, sobre se um réu em ação penal poderia, em tese, ser eleito presidente da República e assumir a chefia do Poder Executivo federal.

“Eu tenho a impressão de que (essa questão) é o que nós temos de debater e debater mais”, prosseguiu Celso de Mello. Na última quarta-feira, 22, o ministro Marco Aurélio Mello também disse que a questão está “em aberto” e afirmou que a dúvida gera insegurança” para a candidatura de Jair Bolsonaro. O candidato já é réu em duas ações penais no STF por injúria e incitação ao crime de estupro por ter declarado que “não estupraria” a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) “porque ela não mereceria”.

A Primeira Turma do STF vai julgar na próxima terça-feira, 28, se recebe ou não uma outra denúncia formulada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o candidato do PSL à Presidência, desta vez pelo crime de racismo. No ano passado, em uma palestra no Clube Hebraica, Bolsonaro disse, sobre os quilombolas, que o ”afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas (arroba é uma medida usada para pesar gado; cada uma equivale a 15 kg)”. “Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais”. O julgamento foi antecipado por Marco Aurélio Mello, a pedido da defesa de Bolsonaro.
Discussão

Ao julgar o afastamento de Renan Calheiros (MDB-AL) do comando do Senado Federal, o STF firmou o entendimento de que réus em ação penal (como os presidentes da Câmara e do Senado) não podem eventualmente substituir o presidente da República.

Já a situação de Bolsonaro traz uma outra discussão: a possibilidade de um candidato – réu em ação penal – ser eleito especificamente para a Presidência da República e assumir o comando do Planalto. Ou seja, não se trataria de eventualmente substituir o presidente da República, e sim de ser eleito já para o cargo e assumi-lo.

Ficha Limpa

Indagado sobre as incertezas em torno de uma eleição presidencial marcada por questões jurídicas, Celso de Mello disse que, quanto à Lei da Ficha Limpa, o STF já entendeu “por maioria expressiva que ela é válida”. “Então, essas questões mesmo que sejam renovadas, possivelmente já terão uma definição estabelecida pela própria jurisprudência”, comentou o decano, sem citar nomes de candidatos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex de Guarujá. Com base nessa condenação, o petista está enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Debates

Conhecido pelos hábitos noturnos, trabalhando madrugada adentro, Celso de Mello ainda disse a jornalistas que, na medida do possível, vai acompanhar os debates televisivos dos candidatos à Presidência da República. A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, já avisou que pretende fazer o mesmo.

(Estadão Conteúdo)


Quinta-feira, 23 de agosto, 2018 ás 18:00

Impugnação do MDB contra Geraldo Alckmin nasceu no Palácio do Planalto


A ação de impugnação contra a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência da República, movida pelo MDB, nasceu no Palácio do Planalto, segundo confirmaram fontes próximas ao governo. O objetivo é deixar claro o desinteresse do partido numa aliança com os tucanos, em eventual segundo turno das eleições presidenciais, e abrir portas para composição de outros partidos interessados, inclusive o PT.

Ninguém confirma que o jurista Michel Temer ordenou a ação de impugnação, mas ele ficou sabendo da iniciativa previamente.

O candidato Henrique Meirelles apenas foi informado, de última hora, que o MDB impugnaria o apoio de vários partidos do centrão a Alckmin.

Presidente do PSDB, partido que ocupava 5 ministérios, Alckmin não impediu que os tucanos apoiassem em peso o impeachment de Temer.

Temer e o senador Romero Jucá (RR), presidente nacional do MDB, têm profunda mágoa de Alckmin e da deslealdade do tucanato. (DP)


Quinta-feira, 23 de agosto, 2018 ás 00:05

22 de agosto de 2018

Datafolha: No Distrito Federal, disputa pelo governo tem empate triplo


Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, 22, aponta um empate técnico triplo na primeira posição. Eliana Pedrosa (Pros) aparece com 15% das intenções de voto, seguida pelo atual governador, Rodrigo Rollemberg, com 14%, e por Rogério Rosso (PSD), com 13%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. É o primeiro levantamento do Datafolha realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Ainda segundo a pesquisa, Alberto Fraga (DEM) tem 8%, aparecendo em quarto lugar, e General Paulo Chagas (PRP), 5%. Com 3% cada, aparecem Fátima Sousa (PSOL) e Miragaya (PT). Alexandre Guerra (Novo) e Ibaneis (MDB) têm 2% cada. Guillem (PSTU) e Renan Rosa (PCO) somam 1% cada. Brancos e nulos somam 24%. E 8% não sabem.

Na modalidade espontânea da pesquisa Datafolha, em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos, Rollemberg tem 8%; Eliana Pedrosa, 4%; Alberto Fraga, 3%; e Rogério Rosso, 3%

Senado

Na disputa pelo Senado, Cristovam Buarque lidera com 27%, seguido por Leila do Vôlei (PSB), com 19%, Chico Leite (Rede), com 17%, e Izalci (PSDB), também com 17%.

O Datafolha ouviu 919 eleitores no Distrito Federal nos dias 20 e 21. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob os protocolos DF 07735/2018 e BR 04023/2018. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. (DP)


Quarta-feira, 22 de agosto, 2018 ás 18:00

Haddad vira réu em ação que apura prejuízo de R$ 5,2 mi com ciclovia

Candidato a vice na chapa do PT à Presidência da República, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad virou réu em ação de improbidade administrativa na qual o Ministério Público de São Paulo pede a condenação do petista pelo suposto prejuízo de R$ 5,2 milhões aos cofres da Prefeitura com a construção de uma ciclovia pela sua gestão na capital (2013-2016).

A ação foi movida em fevereiro de 2016 pelos promotores Marcelo Milani e Nelson Sampaio e recebida anteontem pelo juiz Kenichi Koyama, da 11.ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo. Além de Haddad, também viraram réus os ex-secretários Jilmar Tatto (Transportes), candidato do PT ao Senado, e Ricardo Teixeira (Subprefeituras), um ex-assessor de Teixeira e a empresa Jofege Pavimentação e Construção, contratada para executar a obra.

Segundo o MP, a construção da ciclovia Ceagesp-Ibirapuera de 12,4 km pelo valor de R$ 54,7 milhões foi feita sem licitação, sem projeto executivo e com preço superfaturado. Os promotores afirmaram que cada quilômetro custou R$ 4,4 milhões, valor 613% maior do que os R$ 617 mil pagos por quilômetro pela gestão do antecessor Gilberto Kassab (PSD) para fazer a ciclovia que estava no local e foi refeita por Haddad.

Segundo os promotores, “todas as ilegalidades foram engendradas pelo prefeito Fernando Haddad como decorrência de sua fixação de implantar a todo custo e o mais rapidamente possível as ciclovias na cidade, mesmo que ao arrepio da legislação vigente e de modo a causar prejuízo ao erário”. Os promotores pedem o ressarcimento dos R$ 54,7 milhões do contrato ou ao menos a devolução do prejuízo de R$ 5,2 milhões e pagamento por dano moral coletiva. Desde a propositura da ação, todos os acusados negaram as irregularidades apontadas.

Em nota, a assessoria de Haddad afirmou que “o próprio juiz” em seu despacho “cita as medidas tomadas pelo prefeito no âmbito da Controladoria Geral do Município, por ele criada, como argumento para afastar qualquer culpa ou dolo”. No despacho, o juiz diz que “a criação da CGM dá sinais de que o mandatário (Haddad) não tinha qualquer intento ilegal”. Isso, contudo, segue o magistrado “não basta para isentar o correquerido da responsabilidade por sua omissão”.

O advogado Luiz Tarcisio Ferreira, que defende Tatto, disse que “ele não tem nada a ver” com o fato porque o contrato foi feito por outra secretaria. Os demais réus na ação não foram localizados ontem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Quarta-feira, 22 de agosto, 2018 ás 11:00